quinta-feira, 20 de maio de 2010

Dona Rita

Quem é você?
Pobre alma que vaga pela escuridão?
E repousa inquieta
Nos braços de um poeta que só recita versos de calças na mão.
Quem é você? Que se vende por tão pouco
E pouco olha pro focinho daquele porco, que já não recita mais porque se diz estar louco.

Por sugar tanto esse velho, jovem, poeta ou não.
Sai pisando em ovos pra não deixar sua identidade de ante mãos

E no chutar do sol da noite em que tu vagas volta a ser a maldita Dona Rita
Que no prédio em que reside lava as causas do marido careta que pra ela diz que vive.



Por: Jéclysson Taboca

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