sábado, 22 de maio de 2010

Bomba Relógio

Sou eu um mero farrapo
De um vilarejo febril
Pobre amordaçado
Jogado num covil
São sete ventos que me levam
Pra onde o teu Deus não viu
E quem descobriu por algum motivo, não sorriu

Nada e nem o mundo dura pra sempre
Aquela bomba isolada explode de repente
Estou falando sério e você nem se quer me ouviu
Vá pra puta que o pariu!

Lá não existem crianças com medo do escuro
Lá ninguém anda encima do muro
Lá ninguém brinca de trabalho
Lá se trabalha de verdade

Passa-se o tempo e o tudo explodiu
Não importa o tamanho do pavio
Não importa se eu ando e ninguém me ver
Aproveite o dia que o futuro é morrer


Por: Jéclysson Taboca.

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